GIRO CASIMIRO – Presentes na orla de Barra de São João, distrito de Casimiro de Abreu, há décadas, os quiosques do Praião começaram a ser desocupados nesta quarta-feira (24). A medida atende a uma determinação do Ministério Público relacionada à preservação ambiental da área. A previsão é que as estruturas sejam demolidas na quinta-feira (25).
Ao longo dos anos, os quiosques se tornaram parte da identidade de Barra de São João. Localizados na faixa litorânea do Praião, eles passaram a integrar a paisagem caracterÃstica da praia, ao lado dos coqueiros e da extensa área gramada, além de se consolidarem como ponto de encontro de moradores e turistas e contribuÃrem para a movimentação da economia local.
A desocupação ocorre após meses de discussões, negociações e audiências públicas sobre o futuro dos quiosques do Praião. Com a determinação, os quiosqueiros relatam preocupação com a falta de alternativas para continuidade das atividades. Segundo eles, muitos dependem diretamente do funcionamento dos quiosques como principal fonte de renda e ainda não há definição sobre realocação ou medidas de apoio para reorganização dos negócios.
A ação de desocupação e futura demolição dos quiosques marca um dos momentos mais sensÃveis do processo de reorganização da orla do Praião. A determinação do Ministério Público tem como foco a preservação ambiental da orla, com a adequação da ocupação à s normas que limitam construções na faixa de areia, visando à proteção do ecossistema costeiro.
As mudanças no Praião não começaram agora. Nos últimos ano, a orla vem passando por intervenções, como a demolição da antiga praça de skate, que durante anos foi um dos principais espaços de lazer da região.
Parte dos coqueiros existentes na área também chegou a ser removida. A previsão inicial era de uma supressão maior da vegetação, mas negociações junto ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) permitiram a preservação de parte das árvores. A medida levou em consideração a importância dos coqueiros para a fauna local, já que diversas espécies utilizam as árvores como abrigo e fonte de alimentação.
Agora, a retirada dos quiosques representa mais uma etapa desse processo de transformação da orla.
A desocupação tem gerado apreensão entre os comerciantes, que temem prejuÃzos financeiros e cobram alternativas para a continuidade das atividades. Até o momento, não foi anunciada uma área para a realocação dos empresários afetados pela medida.












