GIRO CASIMIRO – Casimiro de Abreu vive momentos de tensão diante de uma investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) que apura suspeitas de fraudes em contratos públicos e lavagem de dinheiro. Nesta quinta-feira (23), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) cumpriu uma ordem judicial de sequestro de bens e valores de pessoas físicas e jurídicas investigadas.
A decisão autoriza o bloqueio de contas bancárias e patrimônio dos envolvidos em até R$ 270 milhões. A medida foi determinada pela 3ª Vara Criminal Especializada da Comarca da Capital, a pedido do Ministério Público, e contou com o apoio de agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).
As investigações apontam possíveis irregularidades em licitações, concentração de contratos e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados. O caso envolve contratos firmados entre três empresas e o Município de Casimiro de Abreu.
Segundo o MPRJ, a empresa apontada como o principal núcleo do esquema recebeu mais de R$ 116 milhões em recursos públicos entre 2018 e 2025. Os valores foram pagos por meio de contratos administrativos e aditivos.
O levantamento patrimonial dos investigados contou com o trabalho do Núcleo de Apoio à Persecução Penal e Recuperação de Ativos da Coordenadoria de Inteligência da Investigação (NAPPRA/CI2/MPRJ).




