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Home Colunistas

Giro no Acervo: O que Antonio Alvarez Parada tem a ver com Carukango?

Grazielle Heguedusch by Grazielle Heguedusch
20/11/2024
in Colunistas
Reading Time: 3 mins read
0
Giro no Acervo: O que Antonio Alvarez Parada tem a ver com Carukango?

Neste 20 de novembro, primeira vez que o feriado de da Consciência Negra é de cunho nacional, vamos falar sobre onde a história de dois Antônios se cruza.

Antonio Alvarez Parada, mais conhecido como Tonito, foi um macaense, apaixonado por sua terra natal, que atuou como professor, pesquisador, historiador, jornalista, poeta, fundador da Academia Macaense de Letras, etc. Filho de pais imigrantes da Espanha, nasceu em Macaé em 27 de dezembro de 1925 e, ano que vem celebraremos seu centenário.

É importante ressaltar que em meados do século XX, o meio de comunicação mais popular e eficiente eram os jornais e, Tonito como pesquisador contumaz, passou a publicar suas descobertas históricas, para compartilhar com o maior número de pessoas possível seus preciosos achados.

Em 03 de junho de 1953, aos 30 anos, Tonito publicou em sua coluna: “Coisas e fatos da história de macaense” o artigo “O QUILOMBO DO CARUKANGO”, divulgando para sociedade de Macaé esta história que ele considerou ter grande relevância.

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Tonito foi o precursor da divulgação da história desse personagem que é amplamente debatida e divulgada, pois Carukango, hoje, é considerado uma das figuras mais emblemáticas e importantes da história regional. Lembrando que naquele tempo não era comum dar protagonismo a um personagem negro, quilombola ou falar sobre as perversidades da escravidão no Brasil. Então, podemos considerar que Tonito foi vanguardista nesse sentido!

Agora vamos falar sobre outro Antônio… Antônio Moçambique foi o nome que lhe foi atribuído pelo homem branco, mas era Carukango, o nome que tirava o sono de dos fazendeiros. Carukango era natural da África, mais especificamente de Moçambique, foi sequestrado e trazido para o Brasil como escravizado, desembarcou e foi comercializado na região portuária de Macaé.

Era uma figura respeitada pelos demais escravizados e temido pelos fazendeiros da região serrana em Macaé. Líder religioso que não aceitou, de jeito nenhum, a escravidão, nem a religião do colonizador, era chamado de feiticeiro e a ele eram atribuídos poderes espirituais. Sendo exímio conhecedor da região, fugiu e formou um quilombo, instalando-se em um ponto estratégico e de difícil localização, na Serra do Deitado, que naquele tempo pertencia à Macaé, hoje, compõe a região de Conceição de Macabu. Ali Carukango conseguiu reunir muitos escravizados foragidos.

Como recebeu apenas perversidade, violência e crueldade do homem branco, através de surras e torturas, que lhe deixaram manco da perna esquerda e, por não aceitar a condição de escravizado, passou a revidar, libertando outros escravizados, praticando assaltos com pitadas de violência e até assassinatos na região da serra macaense, se tornando um pesadelo para a elite e as autoridades locais.

Para sua captura foram necessárias muita estratégia e algumas tentativas, porém o desfecho desta história foi tão icônico, que chegou a ser registrado em um livro paroquial, o que não era comum para a época.

Após diversas investidas e tentativas, as tropas de milícias que caçavam o líder e o Quilombo Crukango, capturaram um dos quilombolas que lá viviam e o torturaram até que ele passasse informações como a localização exata do quilombo.

Em 31 de março de 1831, a tropa de milicianos fortemente armada, cercou e atacou o Quilombo. Durante a carnificina, Carukango saiu do abrigo quilombola vestido com uma batina sacerdotal e um crucifixo, deixando todos surpresos e sem reação. Ele caminhou em direção a um familiar de seu antigo “dono”, sacou uma arma de dois canos, que estava escondida na manga da batina e atirou, acertando certeiramente, a cabeça de seu algoz. Carukango foi morto e esquartejado, seus pedaços foram expostos em lugares públicos, como forma de lição, para que outros negros escravizados não ousassem desafiar o cruel sistema escravocrata imposto. O quilombo foi destruído e até hoje sua localização exata é o centro de um enigma.

Aqui, a história desses dois Antonios se cruzam. Sendo assim, mais uma vez, agradecemos ao nosso querido Tonito, por dar notoriedade ao herói moçambicano que lutou bravamente pela liberdade em terras macaenses.

É importante ressaltar que a história da resistência negra em Macaé não se resume a essa história de Crukango, pois a costa macaense foi palco de inúmeros desembarques de navios que praticavam o tráfico negreiro, inclusive dando nome à Praia dos Pecados Mortais, por exemplo. Darwin quando esteve em Macaé, disse que jamais desejaria voltar a pisar em terras que praticassem a escravidão dos povos africanos, tamanha foi a violência que presenciou em algumas fazendas que se hospedou. Mas isso é assunto para outros artigos.

Até mais!

 

 

 

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