GIRO RIO DAS OSTRAS – Moradores dos bairros por onde passa o Valão de Medeiros estão preocupados com a falta de intervenções preventivas por parte da Prefeitura de Rio das Ostras. O principal pedido é o aterramento e nivelamento da rua que beira o Valão de Medeiros, principalmente nas proximidades da Ponte da Terceira Idade e ao Sesc, lado bairro Recanto para elevar a via, que atualmente se encontra muito próxima ao nível da água do canal, que recebe esgoto in natura.
Segundo os moradores, a solicitação foi apresentada há quase dois meses ao secretário de Serviços Públicos, Diogo Azevedo. Eles afirmam que receberam a informação de que seria realizada uma vistoria no local para avaliar o trecho e incluir o serviço na programação da pasta.
No entanto, até o momento, nenhuma equipe foi enviada ao local. Após os primeiros contatos, o secretário deixou de dar novos retornos sobre a realização do serviço, que continua sem previsão.
A falta de resposta é questionada diante dos riscos existentes no local. E, alguns pontos de toda a extensão da via, a margem apresenta erosão, e a proximidade entre a rua e o valão aumenta o risco para veículos, bicicletas e pedestres.
Segundo os moradores, já são conhecidas na região situações de veículos, ciclistas e até pedestres que acabam caindo no valão. A baixa altura da via e a erosão das margens tornam o trecho ainda mais perigoso, especialmente em situações de pouca visibilidade ou quando é necessário desviar de buraco, que são vários.
O problema também pode se agravar durante períodos de chuva. O aumento do volume tende a ampliar a erosão, além de provocar os tradicionais alagamentos e transtornos à mobilidade e saúde pública de toda a população que precisa transitar pelo local. A preocupação é ainda maior porque diversas ruas da região direcionam suas águas pluviais para o Valão de Medeiros.
Os moradores também acompanham com preocupação os alertas relacionados à influência do fenômeno El Niño, que pode contribuir para temperaturas acima da média e favorecer episódios de chuvas intensas.
Problema vai além da limpeza da gigoga
Durante muito tempo, a limpeza da gigoga foi tratada como a principal medida paliativa necessária no Valão de Medeiros e em seu entorno. Para os moradores, no entanto, a situação se agravou e exige uma atenção mais ampla.
Além da retirada da vegetação, eles cobram ações relacionadas ao nivelamento da via, à erosão das margens e à segurança de quem circula pelo local. A avaliação é de que medidas pontuais não são suficientes para resolver problemas que podem se agravar com o tempo.
O problema pode parecer sem importância para quem não vive no local, mas representa um problema diário para os moradores. A falta de atenção a demandas básicas e a ausência de respostas acabam gerando frustração entre aqueles que cumprem suas obrigações e pagam impostos, como o IPTU, mas não veem o retorno esperado em serviços públicos.
Para os moradores que vivem nas áreas próximas ao valão, o aterramento e o nivelamento da via são considerados paliativos essenciais para reduzir os riscos e melhorar a segurança da população.
A expectativa é que a Prefeitura realize a intervenção antes que a situação se agrave e que o problema deixe de ser tratado apenas com medidas paliativas.




