GIRO NO EMPREENDEDORISMO – Imagine que você está andando por uma rua comercial em Cabo Frio. Dezenas de lojas. Várias vitrines. Promoções. Placas. Produtos. Preços. Em poucos segundos, seu cérebro precisa decidir onde prestar atenção.
Você não consegue analisar tudo. E o cliente do seu negócio também não. É aí que marketing e neurociência começam a conversar.
Nosso cérebro utiliza atalhos para lidar com a enorme quantidade de informações que recebemos diariamente. Em vez de analisar cada possibilidade profundamente, ele procura sinais que ajudem a entender rapidamente o que merece atenção.
É por isso que uma marca fácil de reconhecer, uma comunicação clara ou uma vitrine que transmite imediatamente uma proposta podem ter uma vantagem importante: elas diminuem o esforço necessário para entender aquela escolha.
Agora pense no seu negócio.
Se alguém entrar no seu Instagram ou passar na frente da sua loja, vai entender rapidamente: o que você vende, para quem vende e por que deveria escolher você?
Se a resposta for “mais ou menos”, existe um problema de marketing. E talvez ele não seja a falta de publicidade. Talvez seja o excesso de informação.
Uma pequena empresa não precisa necessariamente falar mais. Precisa ser mais fácil de entender.
Essa é uma das grandes contribuições que podemos tirar da neurociência para o marketing: quando a comunicação facilita a percepção e a decisão, você reduz o trabalho que o cliente precisa fazer para entender sua proposta.
Marketing, muitas vezes, não é colocar mais informação na frente do consumidor. É retirar aquilo que está atrapalhando a informação importante de aparecer.
Antes de perguntar o que você pode postar hoje, pergunte: o que eu quero que o cliente perceba primeiro?





