GIRO MARICÁ – O acidente que terminou na morte de Caio Rocha Aguiar Arrabal, de 44 anos, durante uma trilha na Pedra do Macaco, em Maricá, chamou a atenção para os riscos do acesso ao topo da formação rochosa. Apesar de o percurso até a montanha ser considerado de baixa dificuldade, o trecho final exige experiência em montanhismo e apresenta áreas de grande exposição.
Segundo a Polícia Militar, Caio participava de uma trilha com um grupo de Araruama e fazia o percurso pela primeira vez. No topo da Pedra do Macaco, ele subiu em uma rocha para tirar uma foto. Ao iniciar a descida, perdeu o equilíbrio e caiu de um penhasco de aproximadamente 150 metros de altura.
Um vídeo gravado por uma das participantes da trilha registrou os momentos que antecederam a queda. As imagens mostram Caio descendo de costas pela pedra e, ao girar o corpo para continuar a descida de frente, perde o equilíbrio e despenca do penhasco. O registro passou a circular nas redes sociais e evidencia a falta de proteção no trecho onde ocorreu o acidente.
Localizada no bairro de São José do Imbassaí, a Pedra do Macaco está a cerca de 230 metros de altitude e é um dos pontos mais procurados por quem busca uma vista panorâmica de Maricá. A trilha tem aproximadamente 700 metros de extensão e leva, em média, 40 minutos para ser percorrida.
Embora o trajeto seja classificado como leve, o acesso ao topo da pedra é considerado técnico. O trecho possui áreas estreitas, inclinadas e sem qualquer tipo de proteção, exigindo experiência em escalada ou montanhismo.
Outro fator que exige atenção é a ausência de sinalização ao longo do percurso e na entrada da trilha. Os visitantes costumam seguir as marcas deixadas por outros trilheiros, o que pode dificultar a orientação de quem não conhece o local.
Especialistas e frequentadores da região recomendam que pessoas sem experiência não avancem até o ponto mais alto da Pedra do Macaco. O cume intermediário já oferece uma vista privilegiada das praias, lagoas e montanhas de Maricá, sem a necessidade de acessar as áreas de maior risco.
Este foi o segundo acidente com morte registrado em áreas de aventura de Maricá em menos de duas semanas. No último dia 15 de junho, a professora Rosemary Suzart Garcia, de 59 anos, morreu após cair de um penhasco na região da Gruta do Spar, em Inoã. De acordo com as investigações, ela se preparava para iniciar uma descida de rapel quando escorregou em uma pedra ao passar repelente nas pernas, perdeu o equilíbrio e caiu. Os dois casos reforçam o alerta para os riscos em trilhas e atividades de aventura realizadas em locais de difícil acesso e sem estruturas de proteção.
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