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Entrevista: Thiago Ferrari fala sobre o crescimento da observação de baleias como atividade turística

Presidente do Instituto O Canal destaca o potencial da região para o turismo sustentável, a importância da educação ambiental e os desafios da conservação marinha durante a temporada das jubartes.

Redação by Redação
07/07/2025
in costa do sol
Reading Time: 7 mins read
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Entrevista: Thiago Ferrari fala sobre o crescimento da observação de baleias como atividade turística

Foto: Divulgação

GIRO ENTREVISTA – “Conhecer para preservar”. Com essa frase que resume bem a importância da conscientização ambiental, o Portal GIRO Costa do Sol conversou com Thiago Ferrari, fundador e presidente do Instituto O Canal — uma organização não governamental comprometida com a conservação marinha e o desenvolvimento comunitário, atuando por meio da educação ambiental, cultura, ciência cidadã e turismo responsável.

Durante a entrevista, Thiago destacou a importância da Costa do Sol, região privilegiada do litoral fluminense, rica em biodiversidade e cada vez mais reconhecida como rota migratória das encantadoras baleias-jubarte, que nesta época do ano passam por aqui em sua jornada reprodutiva. A conversa abordou a temporada das baleias, os desafios de conservação, a importância do turismo consciente e como a comunidade pode se engajar na proteção dessas espécies.

GIRO COSTA DO SOL – Iniciamos a temporada das baleias na região da Costa do Sol (antiga Região dos Lagos). O que explica a presença frequente de baleias nesta época do ano?

Thiago Ferrari – Nessa época do ano, especialmente entre maio e agosto, ocorre uma presença muito grande das baleias-jubarte. Essa espécie é migratória e se alimenta nas proximidades das Ilhas Sandwich e Geórgia do Sul, próximas à Península da Antártida. Todos os anos, cerca de 25 mil baleias migram para o Brasil para se reproduzirem, cumprindo seu ciclo reprodutivo natural. É justamente essa migração anual que explica a grande concentração de baleias na região do Rio de Janeiro durante esse período.

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GIRO – Quais espécies de baleias são mais comumente avistadas na região? Há registros de aumento no número de avistamentos nos últimos anos?

Thiago – Na região, podemos avistar várias espécies de baleias. A mais comum é, sem dúvida, a baleia-jubarte, especialmente na temporada migratória. Além dela, é possível observar a baleia-franca, que também é migratória, porém ocorre em menor número por preferir águas um pouco mais frias, como no litoral de Santa Catarina. A baleia-de-bryde é outra espécie presente, principalmente no verão, mas que pode ser avistada praticamente o ano todo.

Outras espécies, como a baleia-mink, a baleia-sei e a baleia-azul, aparecem com menor frequência, mas também podem ser encontradas na região, ainda que de forma mais esporádica.

O que podemos destacar é que houve um aumento populacional significativo, principalmente da baleia-jubarte. Essa espécie quase foi extinta devido à caça indiscriminada nos séculos passados. Na década de 1980, menos de mil indivíduos migravam para o Brasil, mas hoje já são mais de 25 mil. Esse crescimento populacional faz com que as baleias voltem a ocupar áreas que haviam abandonado, o que explica o aumento nos avistamentos.

 

GIRO – Qual é a importância da Costa do Sol no contexto nacional de observação e conservação de baleias? A região pode ser considerada estratégica para essas atividades?

Thiago – A Costa do Sol é extremamente importante, pois faz parte da mancha migratória que se estende do litoral de São Paulo ao Rio Grande do Norte, com maior concentração entre Espírito Santo e Bahia. Com o aumento populacional das baleias-jubarte, elas estão retomando antigas áreas de reprodução, incluindo o litoral norte do Rio de Janeiro. Aqui, as baleias se reproduzem, e é possível observar grupos competitivos (acasalamento) e mães com filhotes, mostrando que a região funciona como um verdadeiro berçário. Isso reforça a importância da área para a conservação.

Além disso, a região é estratégica para o desenvolvimento de políticas públicas de proteção, educação ambiental, difusão científica e fomento ao turismo responsável. O turismo sustentável é uma ferramenta potente para a conservação, aproximando a sociedade da vida marinha local e gerando emprego e renda para as comunidades, por meio da indústria limpa da observação de cetáceos.

Então, é um processo onde todos ganham, as comunidades, a sociedade, o poder público e também os animais, que são protegidos. E mais pessoas ficam mais conscientes, cada vez mais, quando praticam essa atividade de observação natural, levando mais engajamento em prol da conservação de todo o ambiente marinho.

 

GIRO – Durante o período migratório, também são registrados casos de baleias encontradas mortas nas praias. Quais são, segundo os estudos mais recentes, as principais causas dessas mortes? Existe relação entre o aumento dos encalhes e atividades humanas, como pesca industrial, colisões com embarcações ou poluição sonora nos oceanos?

Thiago – Sim, existe. Com o aumento da população de baleias, naturalmente aumenta o número de encalhes e mortalidade, até por causas naturais. Porém, após a proibição da caça, causas recentes relacionadas a atividades humanas passaram a ser preocupantes.

Estudos indicam que as principais causas de morte são o emalhamento acidental em redes de pesca, colisões com embarcações, poluição sonora e química, além da prospecção de petróleo em águas profundas. Por isso, essas causas antrópicas precisam ser monitoradas e controladas para garantir a segurança e a conservação dessas espécies.

 

GIRO – Ao encontrar uma baleia encalhada — viva ou morta — qual deve ser a atitude correta da população? É seguro se aproximar do animal?

Thiago – Ao encontrar uma baleia encalhada, seja viva ou morta, o mais importante é não se aproximar do animal. A recomendação é entrar em contato imediatamente com órgãos especializados, como o Programa de Monitoramento de Praias (PMP), que atua no litoral brasileiro.

Cada região possui um número de telefone para esse tipo de ocorrência, e é fundamental que o público tenha acesso a esses contatos. Na Costa do Sol é o 0800 991 448.

A aproximação ao animal pode ser perigosa tanto para as pessoas quanto para o próprio animal. Baleias são animais enormes — podem pesar até 30 ou 40 toneladas e medir até 16 metros. Um movimento brusco de uma baleia estressada pode machucar quem tentar ajudar. O PMP, junto a instituições parceiras, realizam a avaliação, o resgate ou o manejo adequado dos animais ou carcaças, garantindo a saúde pública e o bem-estar animal.

 

GIRO – Que medidas preventivas poderiam ser adotadas na região para reduzir o número de encalhes e proteger essas espécies durante a migração?

Thiago – Uma medida fundamental é a capacitação e instrução sobre as normas de proteção aos cetáceos, principalmente para quem atua no turismo náutico, como pilotos de embarcação e agências. A região tem muitas embarcações e o risco de colisões é real, por isso buscamos parcerias com as prefeituras para oferecer treinamentos.

Em parceria com a Prefeitura de Búzios, estamos promovendo treinamentos para garantir o turismo sustentável, com respeito à legislação ambiental vigente e segurança no mar.

 

GIRO – De que forma a comunidade local pode contribuir para a preservação das baleias e para o monitoramento da temporada? Há ações educativas em andamento?

Thiago – A comunidade pode contribuir adotando hábitos que reduzam a poluição, como a correta separação e descarte do lixo, evitando que resíduos e microplásticos contaminem o ambiente marinho. Além disso, o respeito às normas de observação de baleias e a participação em ações de educação ambiental são essenciais.

Junto com a Prefeitura de Búzio, Estamos desenvolvendo diversas ações educativas, como a recente atividade realizada com crianças e famílias em uma praça pública, onde utilizamos até óculos de realidade virtual para mostrar a experiência de observação das baleias.

Essas iniciativas ajudam a sensibilizar e conscientizar a população, fortalecendo um compromisso coletivo pela proteção das baleias e do ecossistema marinho.  Outras ações de educação ambiental também estão sendo planejadas para os próximos meses e anos.

 

GIRO – A observação de baleias é uma atividade cada vez mais popular na região. Ela pode ser considerada uma prática positiva? Quais cuidados devem ser tomados para garantir que a atividade não prejudique os animais?

Thiago – Sim, a observação de baleias está cada vez mais popular e tem um enorme potencial econômico e social. É uma atividade turística que movimenta bilhões de dólares anualmente e atrai milhões de pessoas ao redor do mundo. A baleia é uma espécie carismática e considerada uma espécie-bandeira ou espécie guarda-chuva, porque sua conservação protege também muitas outras espécies marinhas do mesmo ecossistema. Por isso, é fundamental que a observação seja feita de forma ordenada e sustentável, respeitando a legislação ambiental e as boas práticas para garantir a segurança dos animais e dos turistas. No início de cada temporada, realizamos capacitações para toda a cadeia produtiva do turismo, incluindo módulos teóricos e práticos sobre biologia, ecologia dos cetáceos, normas de avistagem e segurança no mar.

O uso de embarcações homologadas e seguras, a observância da distância mínima e o respeito aos limites de tempo e número de embarcações são essenciais para minimizar o impacto sobre os animais. Quando feita corretamente, essa atividade traz inúmeros benefícios para as comunidades locais, gerando emprego e renda e fortalecendo a conscientização ambiental.

Acreditamos que só protegemos aquilo que conhecemos, e aproximar a sociedade dessas experiências naturais é um passo fundamental para a conservação da vida marinha.

Algumas regras para observação de Mamíferos Marinhos – De acordo com o Manual de Boas Práticas em Interação com Mamíferos Marinhos – CMA/ICMBio. Acesse o manual completo aqui

 

  • Manter distância de pelo menos cem metros;
  • Mantenha o motor em neutro, nunca desligado. Para os cetáceos, o som é como eles ‘enxergam’ o mundo ao redor e seus perigos.
  • Navegar sem perseguir ou encurralar a baleia;
  • Permanecer até, no máximo, 30 minutos com a baleia;
  • Permanecer apenas 2 embarcações por vez;
  • Avistar a baleia distante, antes de reengrenar;
  • Deixar o caminho livre para a baleia se movimentar;
  • As baleias ficam em grupo, evite separá-las;
  • Aeronaves tripuladas, sempre acima de 100 metros;
  • Drones sempre acima de 150 metros;
  • Sempre cuidar do seu lixo para que não caia objetos na água;
  • Proibido fornecer qualquer tipo de alimento, sólido ou líquido
  • Observar as baleias e golfinhos de terra ou de dentro da embarcação, mergulhar é proibido e perigoso;
  • Para a segurança de todos, tocar não é permitido;
  • Importante! As baleias-franca são bem costeiras, as vezes ficam na rebentação pertinho dos surfistas! Esse é o local que elas gostam de estar, não as atrapalhe;
  • O bom senso deve prevalecer sempre.

 

 

 

 

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