GIRO CABO FRIO – O golpe do Pix com envio de comprovantes falsos tem se tornado cada vez mais frequente em estabelecimentos comerciais, especialmente em restaurantes de todo o país, inclusive da Região Costa do Sol — Região dos Lagos.
A prática costuma seguir o mesmo roteiro: o suspeito faz o pedido, envia um comprovante adulterado para simular o pagamento e, confiando na confirmação, o comerciante libera a entrega. Quando percebe a fraude, o prejuízo já ficou para o estabelecimento.
Em Cabo Frio, esse tipo de golpe voltou a chamar atenção nesta semana após a prisão, pela segunda vez, de um homem suspeito de aplicar o mesmo esquema contra restaurantes da cidade.
A nova prisão aconteceu na quarta-feira (7), durante uma ação da 126ª DP, depois que comerciantes voltaram a relatar prejuízos com pedidos feitos sem pagamento. Segundo a Polícia Civil, os agentes perceberam que o modo de agir era semelhante ao de um caso registrado em março deste ano, quando o mesmo suspeito já havia sido preso em flagrante pelo crime de estelionato.
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Na investigação anterior, comerciantes identificaram um padrão: apesar de usar números de telefone diferentes e variar os estabelecimentos, os pedidos eram enviados repetidamente para o mesmo endereço, no bairro Braga, em Cabo Frio.
Com base nessa informação, os policiais montaram uma campana no local. Quando uma nova refeição foi entregue e o suposto cliente recebeu a quentinha, os agentes reconheceram o homem e efetuaram a prisão em flagrante.
Ainda de acordo com a polícia, na primeira prisão o suspeito confessou que manipulava comprovantes de pagamento usando um aplicativo. Ele também teria admitido que fazia pedidos de cerca de R$ 100 e dividia as refeições com outros moradores de um hostel onde estava hospedado. Uma testemunha relatou ainda que parte das quentinhas era revendida.
A Polícia Civil segue investigando para identificar se outros restaurantes de Cabo Frio também foram vítimas do mesmo golpe.
O caso reforça um alerta para comerciantes: antes de liberar produtos ou entregas, a orientação é sempre conferir se o valor realmente entrou na conta, já que o comprovante enviado pelo cliente, sozinho, não garante que a transferência foi concluída.












