GIRO NA DIVERSIDADE – Muita gente ainda acha que a Secretaria de Turismo serve para apenas duas coisas: fazer festa e propaganda da cidade. É claro que os eventos e o marketing importam, mas, sozinhos, não constroem um destino forte. Turismo de verdade é a cidade inteira se preparando para receber bem o visitante, transformando o município em um lugar pronto e estruturado para o mundo.
A experiência de quem visita começa muito antes de a festa começar. Saneamento, lixo na praia, sinalização, transporte e segurança também são problemas de turismo. O visitante percebe a organização da cidade antes mesmo de chegar ao palco do evento.
Por isso, o papel do gestor não é disputar espaço com outras secretarias, mas sim mostrar a importância dessas pautas e ajudar a resolver os problemas de forma integrada. Além disso, quem faz o turismo acontecer na prática é o mercado; cabe à prefeitura organizar, criar condições e acompanhar os resultados.
Outro erro recorrente é achar que o turismo pode ser gerido de forma improvisada, sem o respaldo técnico de quem realmente estudou o setor. Enquanto muitas atividades ainda são conduzidas de maneira remendada, cresce a urgência de profissionalizar a gestão. Em Búzios, por exemplo, o Projeto de Lei nº 120/2026, caminha no sentido de valorizar a categoria ao propor que os cursos técnicos, de capacitação e formação profissional na área sejam ministrados por turismólogos. Trata-se de reconhecer que a atividade turística exige conhecimento acadêmico, estratégica e base técnica.
Para fechar, gestão pública não pode ser feita na base do achismo. É preciso analisar dados reais para entender qual evento funciona, a época certa e qual é o retorno de fato para a cidade. Sem medir resultados, a administração vira só opinião.














