GIRO na Diversidade – Santiago Amaya, conhecido como Sanyo, é o nome por trás de uma produção artística que vem redesenhando paisagens urbanas no Brasil e na América Latina. Aos 29 anos, o artista argentino de Córdoba constrói, por meio de murais de grandes proporções, uma linguagem visual marcada por cores intensas, símbolos orgânicos e composições que convidam à reflexão sobre consciência, diversidade e pertencimento. Mais do que assinar obras, Sanyo desenvolve uma estética que transforma paredes em espaços de diálogo social.
Essa linguagem começou a ganhar força no período pós-pandemia, quando intervenções em muros de Buenos Aires passaram a ocupar bairros inteiros com narrativas visuais ligadas à espiritualidade, à pluralidade de identidades e à conexão humana. As pinturas passaram a ser reconhecidas não apenas pelo impacto cromático, mas pela forma como criam pausas no cotidiano urbano, estimulando quem passa a olhar, interpretar e se reconhecer nas imagens.
Há cerca de dois anos, essa estética encontrou no Brasil um novo território de expansão. A diversidade cultural brasileira passou a integrar as composições, que incorporam referências locais, símbolos de proteção, ancestralidade e pertencimento. Cada mural assume o papel de um manifesto visual, propondo acolhimento e representatividade, e reforçando a arte urbana como ferramenta de consciência coletiva.
Dentro desse contexto, Sanyo se consolida como um dos nomes que materializam essa linguagem nas ruas brasileiras, articulando sua produção com coletivos culturais, espaços independentes e projetos comunitários. Seu trabalho reafirma a arte urbana como instrumento de transformação simbólica do espaço público, conectando estética, identidade e discurso social.












