GIRO RJ – O julgamento que pode resultar na cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi adiado na terça-feira (10) pelo Tribunal Superior Eleitoral após pedido de vista do ministro Kássio Nunes Marques. A análise do caso deve ser retomada no dia 24 de março.
Até o momento, o placar do julgamento registra dois votos pela cassação e inelegibilidade de Castro e do presidente afastado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar. A relatora do processo, Maria Isabel Galotti, já havia votado pela cassação em novembro de 2025. Na terça, o ministro Antônio Carlos Ferreira acompanhou o entendimento.
Ainda faltam votar os ministros Estela Aranha, Floriano de Azevedo Marques, Ricardo Villas Bôas Cueva, André Mendonça e a presidente da Corte, Cármen Lúcia.
Se a maioria da Corte seguir esse entendimento, Cláudio Castro poderá perder o mandato e ficar inelegível, acusado de abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022.
Acusações
A ação foi apresentada pelo Ministério Público Eleitoral e pela coligação do então candidato ao governo Marcelo Freixo, após decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro que havia absolvido os acusados em maio de 2023 por falta de provas.
Entre os principais pontos da acusação está a suposta nomeação de cabos eleitorais para cargos em estruturas do Fundação Ceperj e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, além de denúncias de pressão sobre servidores para participação em atividades de campanha.
A investigação também cita a existência de uma suposta folha de pagamento paralela, que teria envolvido cerca de 27 mil pessoas contratadas sem concurso público. Segundo as apurações, aproximadamente R$ 248 milhões teriam sido sacados em espécie em caixas eletrônicos.
Caso a cassação seja confirmada pelo TSE, será necessária a realização de nova eleição direta para concluir o mandato no estado. Se houver renúncia do governador antes da decisão final, a legislação prevê eleição indireta para definir o comando do Palácio Guanabara até o fim do mandato.






