GIRO NO ESPORTE – O futebol europeu entrou na fase de play-offs da Liga dos Campeões da UEFA, mas o que marcou a rodada não foi um golaço, nem uma virada histórica. Foi mais um episódio repugnante de racismo contra Vinícius Júnior.
Não é a primeira vez. Não é a segunda. Não é “caso isolado”. É estrutura.
A UEFA anunciou o afastamento do agressor. É o mínimo. Mas o mínimo já não basta. O futebol europeu, tão eficiente para organizar calendários e distribuir milhões, precisa ser igualmente implacável contra o racismo. Multas simbólicas e punições brandas não intimidam ninguém.
Vinícius Júnior não é apenas um craque decisivo. É símbolo de resistência. E o mundo do futebol precisa decidir de que lado está.
Machismo em campo
Enquanto isso, no Paulistão, outro episódio vergonhoso. Um defensor do eliminado Red Bull/Bragantino protagonizou declarações machistas e misóginas contra a árbitra Daiane Muniz.
Foi punido. Ótimo. Mas, novamente, não basta.
Quando uma mulher é desrespeitada no exercício da autoridade dentro de campo, o que se ataca não é apenas a profissional. É a legitimidade da presença feminina no esporte. É o direito de ocupar espaços historicamente negados.
O futebol precisa evoluir. E rápido.
O Futebol Não Para – nem no Carnaval
Europa em Ebulição
A própria Liga Europa da UEFA e a Liga Conferência Europa da UEFA também estão na fase decisiva. Mata-mata é tensão, estratégia e nervos de aço.
Recopa Sul-Americana: Sinal de Alerta no Maraca
Na Recopa Sul-Americana, o Lanús venceu o primeiro jogo por 1 a 0. Abre o olho, Flamengo!
O Maracanã vai estar lotado, pulsando. Mas camisa não ganha jogo sozinha.
Supercopa Rei: Timão Arrebenta em Brasília
Na Supercopa Rei, o Corinthians fez 2 a 0 no Flamengo, na estreia de Lucas Paquetá.
Vitória incontestável. Jogo grande se decide em concentração — e o Timão sobrou.
Libertadores: Sinal Amarelo
A Copa Libertadores da América está na segunda fase, e tanto Botafogo quanto Bahia perderam os jogos de ida.
Hora de mostrar personalidade. Libertadores não perdoa distração.
Brasileirão: Começo Intenso
O Campeonato Brasileiro Série A já está na quarta rodada.
Liderança do Palmeiras, com São Paulo, Fluminense e Bahia no G4.
Equilíbrio, intensidade e promessa de campeonato longo.
No Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, o Palmeiras também lidera. Completam o G4 Flamengo, São Paulo e Cruzeiro.
O futebol feminino cresce — e merece respeito dentro e fora das quatro linhas.
Estaduais Pegando Fogo
São Paulo
Semifinais do Campeonato Paulista:
Novorizontino x Corinthians
Palmeiras x São Paulo
Clássico é clássico. E favoritismo evapora.
Rio de Janeiro
No Campeonato Carioca, o Fluminense venceu o Vasco da Gama no Engenhão.
Flamengo venceu o Madureira no Maracanã, sob vaias no intervalo.
Clima tenso. Futebol exige resultado.
Minas Gerais
No Campeonato Mineiro, o Cruzeiro abriu vantagem contra o Pouso Alegre.
Atlético Mineiro e América Mineiro ficaram no 1 a 1.
Rio Grande do Sul
Final do Campeonato Gaúcho com mais um Gre-Nal: Internacional x Grêmio.
Organização pesa. Mas Gre-Nal não respeita lógica.
Outros Destaques
Operário Ferroviário x Londrina no Paraná.
Barra FC x Chapecoense em Santa Catarina.
Bahia x Juazeirense; Vitória x Jacuipense na Bahia.
Ceará x Fortaleza no Ceará.
Sport Recife x Náutico em Pernambuco.
Basquete, Vôlei, Tênis e Além
Na Basketball Champions League Americas, Flamengo encara o Astros de Jalisco.
No Novo Basquete Brasil, liderança do Pinheiros, seguido por Franca, Flamengo e Minas Tênis Clube.
Na Superliga Brasileira de Voleibol Masculina, liderança do Cruzeiro.
Na Superliga Brasileira de Voleibol Feminina, o Minas Tênis Clube lidera.
No Rio Open, João Fonseca caiu nas oitavas, mas venceu nas duplas ao lado de Marcelo Melo.
A Fórmula 1 realizou testes que deixam dúvidas sobre competitividade.
E nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, o Brasil fez história com o ouro de Lucas Braathen no slalom gigante.
Histórico. Emocionante. Merecido.
O Esporte Precisa Decidir Que História Quer Contar
Entre clássicos, finais e play-offs, duas cenas não podem ser normalizadas: racismo e machismo.
O futebol se orgulha de ser paixão popular, de unir povos, de atravessar fronteiras. Mas enquanto não combater com firmeza quem exclui, humilha e discrimina, continuará convivendo com suas próprias contradições.
O talento de Vinícius Júnior e a autoridade de Daiane Muniz representam avanço.
O atraso está do outro lado.
E é contra ele que o esporte precisa jogar — e vencer.














