GIRO RJ – Com a aproximação das eleições de 2026, o governo do estado do Rio de Janeiro já começa a sentir os primeiros impactos no alto escalão. O governador Cláudio Castro (PL) confirmou que cinco secretários com mandato de deputado deixarão seus cargos até o dia 1º de março para disputar a reeleição.
A movimentação faz parte do calendário eleitoral, que obriga ocupantes de cargos no Executivo a se desincompatibilizarem para concorrer nas urnas. As mudanças devem alterar a composição do governo justamente no momento em que o cenário político começa a se redesenhar.
Deixarão as pastas:
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Gustavo Tutuca (PP) – Turismo
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Rosangela Gomes (PR) – Desenvolvimento Social e Direitos Humanos
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Bruno Dauaire (União) – Habitação
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Anderson Moraes (PL) – Tecnologia
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Douglas Ruas (PL) – Cidades
Enquanto promove a reorganização do secretariado, Castro mantém em aberto a própria decisão sobre deixar ou não o cargo. O governador afirmou que, se optar pela renúncia, fará isso até o dia 3 de abril, prazo limite para quem pretende disputar as eleições.
Nos bastidores, a sucessão já entrou em debate. Pela primeira vez, Castro citou publicamente o nome do secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, como possível sucessor em caso de saída antecipada. “Ele está preparado para o desafio. É um servidor público sensato e honesto”, disse o governador.
Caso a renúncia de Castro se confirme mais adiante, o estado passará por uma eleição indireta na Assembleia Legislativa (Alerj) para a escolha do novo governador. Castro afirmou que aposta na base política construída ao longo do mandato para garantir a aprovação do nome indicado.
Porém, ainda nesta semana, o comando do Palácio Guanabara passará temporariamente por mudança. A partir desta quarta-feira (28), o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, assume a chefia do governo estadual.
Ricardo Couto ficará como governador em exercício por uma semana, período em que Cláudio Castro cumpre viagem oficial à Europa.




