GIRO NO ESPORTE – Luzes, câmeras… Brasil!
O Brasil está em festa com as indicações ao Oscar. Não é só cinema: é afirmação cultural, é narrativa própria ocupando a terra onde histórias viram indústria e, às vezes, ideologia. Vai dar Brasil em Hollywood? Não se sabe. Mas já deu Brasil no imaginário, na diversidade, na liberdade de criação — valores que caminham lado a lado com a democracia que insistimos em defender. Em tempos de discursos duros e muros altos, a arte brasileira atravessa fronteiras como quem dribla marcação pesada.
Europa em campo: tradição, tropeços e surpresas
Na Liga dos Campeões, o Arsenal lidera com autoridade, seguido de Bayern de Munique, Real Madrid e Liverpool. O Manchester City, acostumado a impor medo, escorregou feio na Noruega, derrotado pelo valente Bodo. O futebol europeu segue mostrando que camisa pesa, mas não decide sozinha.
Na Liga Europa, o Lyon assume a ponta, enquanto na Liga Conferência o Strasbourg surpreende e lidera. Competições distintas, mas todas provando que organização e ideia ainda vencem cheque em branco.
As grandes ligas nacionais
Na Premier League, o Arsenal também manda no campeonato inglês, com City, Aston Villa e Liverpool completando o G4. Na Espanha, o Barcelona lidera La Liga, com Real Madrid, Atlético de Madrid e Villarreal logo atrás. Na Itália, a Internazionale dita o ritmo, seguida por Milan, Napoli e Roma. O futebol europeu segue intenso, competitivo e cada vez menos previsível — ainda bem.
África decide no detalhe e com muita emoção
A Copa Africana de Nações coroou o Senegal, em uma final eletrizante. O Marrocos bateu na trave — literalmente — quando Braim, do Real Madrid, desperdiçou o pênalti que poderia mudar a história. O futebol africano cresce, emociona e cobra respeito. Não é promessa: é realidade.
Base forte, história escrita
A Copa São Paulo de Futebol Júnior será decidida entre Cruzeiro e São Paulo, dois celeiros tradicionais. Mas o grande enredo vem do Ibrachina, que fez história ao chegar às semifinais, lembrando que a base ainda é território de sonho e ousadia.
Brasileiro volta na quarta feira
O futebol carioca, por outro lado, decepcionou: Botafogo caiu nas quartas, Fluminense na terceira fase, Vasco na segunda, e o Flamengo sequer disputou. Alerta ligado.
Estaduais: curtos, intensos e necessários
Janeiro chega com estaduais mais enxutos, mas já fervendo.
Paulista: Bragantino lidera, com Novorizontino, Palmeiras e São Bernardo na sequência.
Carioca:
Grupo A: Volta Redonda, Fluminense e Bangu lideram com 6 pontos; Vasco é quarto com 4.
Grupo B: Botafogo, Boavista e Madureira têm 6; Nova Iguaçu vem logo atrás; Flamengo é apenas quinto.
Mineiro: URT (A), América-MG (B) e Cruzeiro (C) lideram.
Gaúcho: Inter lidera o A, Grêmio o B.
Baiano: Bahia soberano, com Barcelona de Ilhéus, Vitória e Porto na cola.
Paranaense: Londrina (A) e Azuriz (B) na frente.
Catarinense: Brusque (A) e Criciúma (B).
Cearense: Fortaleza e Ceará lideram seus grupos.
Pernambucano: Náutico em primeiro, Sport logo atrás.
Paraense: começa neste fim de semana.
O futebol regional resiste. É identidade, é pertencimento, é democracia territorial da bola.
A bola laranja e a rede
No basquete, os Knicks conquistaram a NBA Cup. Na temporada regular, os Pistons lideram o Leste, enquanto o OKC domina o Oeste.
Na BCLA, Flamengo, Minas e Franca estão nas quartas.
No NBB, o Flamengo lidera, Minas é segundo, enquanto Botafogo e Vasco vivem dias duros na parte de baixo.
No vôlei, o Minas lidera a Superliga Masculina, seguido por Campinas. Na Feminina, o Flamengo é líder, com Minas em segundo. Fluminense aparece em sexto, e o Tijuca luta na parte inferior.
Velocidade e futuro
A Fórmula 1 se prepara para os testes de pré-temporada em Barcelona, a partir de 26 de janeiro. É o laboratório onde se desenha o futuro da velocidade — tecnologia, investimento e estratégia em alta rotação.
Quando o esporte insiste em existir
O futebol continua. Teimosamente. Sobrevive ao mercantilismo, às bombas, aos sequestros, à barbárie. Enquanto isso, o Prêmio Nobel da Paz premia quem cultiva a guerra. Os conceitos se confundem, mas a disputa por recursos energéticos segue clara e cruel.
Nesse mundo torto, o esporte ainda é espaço de encontro, catarse coletiva e, por vezes, resistência democrática. Assim como o cinema brasileiro no Oscar, a bola em campo lembra: ainda contamos histórias. Ainda lutamos por elas.




