GIRO NO ESPORTE –Â Nobres amigos e amigas,
A Copa do Mundo, dentro de campo, está on fire! Jogos emocionantes, recordes sendo batidos a cada rodada e uma dúvida que movimenta torcedores de todas as partes do planeta: quem terminará no topo da artilharia histórica desta edição? Lionel Messi, Kylian Mbappé ou Cristiano Ronaldo?
Em apenas duas rodadas, o craque argentino já marcou cinco gols — e olha que ainda desperdiçou um pênalti. Erling Haaland, o goleador norueguês, já balançou as redes quatro vezes, mesma marca alcançada por Mbappé. Os atacantes parecem determinados a transformar esta Copa em um festival de gols.
França, Argentina, Inglaterra, Croácia, Portugal e Espanha contam com elencos repletos de estrelas capazes de levar a taça para suas respectivas nações. Também merece destaque o bom inÃcio das três seleções anfitriãs, além do excelente futebol apresentado pela Colômbia. A Holanda, tradicional candidata a surpreender, também vem realizando uma primeira fase consistente.
Como não se emocionar com a primeira vitória do Egito? Ou com os bons resultados do Irã, apesar das dificuldades enfrentadas fora das quatro linhas? E, naturalmente, com a surpreendente seleção de Cabo Verde, que já aprontou contra Espanha e Uruguai e sonha, legitimamente, com uma vaga na fase seguinte.
Pelo futebol apresentado até aqui, França e Argentina parecem novamente candidatas a uma final histórica, repetindo o confronto decisivo da última edição. Seria um duelo sem favoritos, capaz de consagrar definitivamente a geração vencedora. Vale lembrar que o recorde de gols em uma única Copa pertence a Just Fontaine, que marcou 13 vezes pela França em 1958. Pela média atual dos principais artilheiros, esse feito histórico pode, finalmente, ser ameaçado.
Brasil: Mais dúvidas do que certezas
A Seleção Brasileira chegou à Copa após um ciclo turbulento, marcado por trocas, instabilidade e desempenho irregular. O reflexo disso apareceu nos primeiros jogos. VinÃcius Júnior tem sido o principal destaque da equipe, mas o conjunto ainda precisa de ajustar, apesar de no ultimo jogo contra a Escócia ter apresentado um resultado melhor.
As lesões também pesam. Neymar, por exemplo, não participou dos primeiros compromissos justamente por problemas fÃsicos. O nÃvel técnico apresentado pela equipe nos dois primeiros jogos não inspirava confiança, mas o terceiro fez a torcida se levantar brotar aquela pontinha de esperança, ou não. Assim o Brasil avançou para mata-mata, mas é difÃcil imaginar uma trajetória longa diante das seleções mais organizadas e competitivas do torneio.
Hoje, uma eliminação nas oitavas ou nas quartas de final parece o cenário mais provável. Caso consiga chegar além disso, será uma grande surpresa. A última vez que a Seleção foi desacreditada antes de uma Copa e voltou para casa com o troféu foi em 1994 — curiosamente, também nos Estados Unidos.
O Espetáculo dentro de Campo e a vergonha fora dele
Se dentro das quatro linhas a Copa encanta, fora delas a situação é bem diferente.
A FIFA continua demonstrando uma preocupante incapacidade de lidar com questões que vão muito além do futebol. Problemas de organização, decisões questionáveis, desigualdade de tratamento entre seleções e torcedores, além da excessiva mercantilização do torneio, transformam aquilo que deveria ser uma celebração mundial em um espetáculo cercado de controvérsias.
A entidade parece cada vez mais preocupada com contratos, patrocinadores e cifras bilionárias do que com a experiência dos torcedores e com os valores que fizeram o futebol se tornar o esporte mais popular do planeta. A Copa continua sendo maravilhosa graças aos jogadores, às seleções e aos milhões de apaixonados espalhados pelo mundo. Certamente não é por mérito de seus dirigentes.
Um parabéns aos Knicks
E, já que estamos nos Estados Unidos, vale registrar outro acontecimento histórico. O New York Knicks conquistou o tÃtulo da NBA, encerrando um jejum de 53 anos. Uma conquista gigantesca para uma das franquias mais tradicionais do basquete mundial.
Parabéns aos Knicks e aos seus torcedores, que esperaram mais de meio século para voltar a comemorar um campeonato.
No fim das contas, a Copa segue nos lembrando da força do esporte. Dentro de campo, talento, emoção e superação. Fora dele, infelizmente, burocracia, interesses comerciais e decisões que muitas vezes envergonham quem ama o futebol. Que a bola continue sendo a protagonista.












