GIRO NA CURIOSIDADE – O dia 23 de abril começa com um clima diferente, principalmente no Rio de Janeiro. Ainda nas primeiras horas da manhã, fogos cortam o céu, orações ganham força e a devoção a São Jorge se espalha por ruas, igrejas e casas.
A alvorada é um dos momentos mais simbólicos da celebração. É ela que abre oficialmente o dia, com cantos e manifestações de fé que funcionam como um convite coletivo para as homenagens ao santo guerreiro. Para muitos, é também um instante de conexão, agradecimento e renovação de pedidos.
Já a tradicional feijoada se destaca como um dos maiores símbolos da data. Mais do que um prato típico, ela carrega uma história que mistura religião, cultura e resistência. A origem está no sincretismo com Ogum, entidade associada ao santo guerreiro. Nas religiões de matriz africana, o feijão preto é considerado uma oferenda ao orixá, representando fartura e força. E a feijoada neste dia simboliza proteção, força, fartura e agradecimento.
Com o passar do tempo, esse costume foi incorporado às celebrações católicas, especialmente no Rio, onde São Jorge é padroeiro. Assim, a feijoada deixou os rituais religiosos e ganhou espaço em encontros familiares, rodas de samba e festas populares, se tornando praticamente indispensável na data.
Entre tradição e devoção, o Dia de São Jorge se transforma em uma celebração que vai além da religião — reunindo pessoas, histórias e sabores que atravessam gerações, especialmente no estado do Rio de Janeiro.
Algumas cidades da Costa do Sol, antiga Região dos Lagos, confirmaram para o Portal GIRO a tradicional feijoada, Cabo Frio, Macaé, Rio das Ostras, Barra de São João, distrito de Casimiro de Abreu, Búzios.












