GIRO RJ – O crescimento das exportações de petróleo brasileiro no inÃcio de 2026 também evidencia o papel central do Rio de Janeiro no setor. Principal produtor do paÃs, o estado concentrou cerca de 87,8% da produção nacional em 2025, impulsionado especialmente pelo desempenho do pré-sal.
No cenário nacional, as exportações mais que dobraram no primeiro trimestre, com forte demanda da China, que chegou a responder por 65% das compras em março. O volume exportado atingiu nÃveis próximos dos recordes históricos, consolidando o Brasil como fornecedor estratégico no mercado internacional.
No primeiro trimestre, o volume embarcado mais que dobrou em relação ao mesmo perÃodo do ano anterior, movimentando cerca de US$ 7,2 bilhões. O desempenho foi puxado principalmente pelo mês de março, quando as exportações atingiram cerca de 1,6 milhão de barris por dia — um dos maiores volumes já registrados.
O resultado reflete um cenário internacional favorável ao Brasil. Diante de incertezas no Oriente Médio, compradores globais passaram a buscar fornecedores mais estáveis, o que abriu espaço para o petróleo brasileiro ganhar competitividade.
Grande parte desse avanço passa pelo Rio de Janeiro, onde está concentrada a produção offshore e a infraestrutura ligada ao petróleo. A Petrobras teve papel decisivo nesse resultado, ao registrar recordes de produção em 2025, garantindo maior oferta para exportação.
MunicÃpios produtores da região Costa do Sol, como Macaé, Maricá e Saquarema também refletem esse crescimento, com aumento na arrecadação ligado à atividade petrolÃfera. O desempenho reforça a importância econômica do setor para o estado e para o paÃs.
Em janeiro de 2026, as exportações brasileiras de petróleo já haviam crescido 13,3%, atingindo o maior volume em quase três anos — um indicativo da tendência de alta ao longo do ano.
Outro fator recente foi a implementação, em março, de uma taxa de 12% sobre a exportação de petróleo pelo governo federal, medida que busca equilibrar o mercado interno diante da valorização do produto no exterior.
Com produção elevada, demanda internacional aquecida e forte participação do Rio de Janeiro, o Brasil amplia sua presença no mercado global de energia, consolidando o petróleo como um dos principais motores da economia.




