GIRO CASIMIRO – A festa pelos 167 anos de Casimiro de Abreu acabou, mas o burburinho na cidade continua. Segundo relatos em vídeos que circulam nas redes sociais, comerciantes questionam os valores cobrados para participar do evento, enquanto frequentadores também reclamam dos preços e da estrutura oferecida durante a programação.
A organização da festa, realizada no Parque de Exposições Henrique Baptista Sarzedas, passou a ser alvo de questionamentos de comerciantes e frequentadores, além de dúvidas sobre a gestão do espaço público. A permissão de uso do local foi concedida a uma empresa cujo representante, segundo reportagem do jornal O Dia, teria indício de vínculo familiar com uma servidora pública municipal. A empresa seria responsável pela montagem das estruturas, gerenciamento comercial, segurança e suporte técnico do evento.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, barraqueiros relatam que os pontos de venda foram cobrados antecipadamente pela empresa. Em um dos casos, uma comerciante exibiu comprovantes de pagamentos que somariam R$ 8 mil, feitos de forma parcelada antecipadamente antes do evento para obter autorização para trabalhar na festa.
Outra vendedora informou ter desembolsado R$ 3 mil antecipadamente pelo espaço. Segundo ela, o faturamento não foi suficiente para cobrir os custos da operação e o pagamento dos funcionários. Comerciantes afirmam ainda que o pagamento antecipado era condição para a liberação das barracas.
Segundo os relatos, o baixo movimento, atribuído ao pouco público, teria contribuído para os prejuízos de alguns trabalhadores.
Além dos comerciantes, o público também registrou reclamações. O estacionamento custou R$ 25, enquanto o acesso ao camarote foi comercializado por R$ 150 por pessoa. Ainda de acordo com reportagem do jornal O Dia, durante a apresentação de Léo Santana, frequentadores relataram problemas relacionados à estrutura sobre o piso molhado pela chuva.
Reportagens e publicações que circulam sobre o evento ainda mencionam cerca de R$ 2 milhões em gastos com a festa, mas não foi localizado, até o momento, detalhamento público que permita confirmar a composição desse montante.
Também permanecem dúvidas sobre quanto foi arrecadado com os espaços destinados aos comerciantes, estacionamento, camarote e demais atividades comerciais, além de eventual contrapartida financeira pelo uso do espaço público.
Com o fim da programação, comerciantes e frequentadores buscam esclarecimentos sobre os valores envolvidos na operação. Entre as principais dúvidas estão os critérios utilizados para definir as cobranças das barracas, quanto foi arrecadado com a exploração comercial e quais foram, efetivamente, os custos assumidos pelo município.
O Portal GIRO Costa do Sol está aberto para que os envolvidos possam esclarecer os valores, os critérios adotados e os demais questionamentos levantados após o evento.













