GIRO MACAÉ – A força da ressaca voltou a chamar a atenção de moradores da Fronteira, em Macaé. Nos últimos dias, as ondas avançaram sobre a orla e chegaram a invadir casas da região, além de atingir a calçada e a ciclovia.
O avanço do mar expõe novamente a situação enfrentada pelos moradores da área, que há anos sofre com problemas estruturais provocados pela erosão costeira. Em junho deste ano, a Prefeitura de Macaé informou que um estudo técnico realizado pela UFRJ confirmou que a praia da Fronteira é uma área erosiva e que o avanço do mar deve continuar nos próximos anos.
Segundo o município, o estudo apontou a retirada das moradias localizadas em áreas de risco como medida necessária para garantir a segurança das famílias. Desde o ano passado, a Prefeitura vem realizando o atendimento aos moradores por meio de compra assistida dos imóveis e aluguel emergencial.
Até junho, cerca de 210 famílias haviam sido atendidas, segundo a Prefeitura.
Ainda de acordo com o município, grande parte da área atingida pela ressaca nos últimos dias já estava desocupada, após as ações de retirada das famílias.
A ressaca também atingiu outros pontos do litoral de Macaé. Na Praia Campista, as ondas avançaram sobre a área da orla.
A Defesa Civil havia emitido alerta, com base em aviso da Marinha do Brasil, para ondas entre 2,5 e 3 metros no litoral de Macaé.
A orientação é evitar a aproximação do mar durante períodos de ressaca e permanecer atento às condições da orla.
OPINIÃO – A situação na Fronteira também lembra o que ocorre em alguns pontos de Paraty, onde o avanço da maré pode levar a água do mar para ruas e áreas urbanizadas. A diferença é que, nesses locais, o distanciamento entre a ocupação urbana e a faixa costeira foi historicamente mais preservado, enquanto na Fronteira a ocupação avançou sobre uma área que hoje sofre diretamente com a força do mar. Um cenário semelhante também já foi registrado em Atafona, em São João da Barra, onde o avanço do mar provocou impactos significativos sobre áreas ocupadas, onde centenas de imóveis foram destruídos pelo mar.













